18 de abril de 2012

Como todos os dias...

Acorda, espreguiça, resmunga, faz manha. Não queria levantar, ainda nem amanhecera! Ouve passos se aproximando, estavam vindo chamar. Droga, fim da linha. Começou mal. Dá um pulo da cama, como se já tivesse acordado há um tempão. Finge estar mexendo na mochila com extrema concentração e grita um "já to quase" pra mãe que está olhando da porta do quarto sair logo de lá. Sai tropeçando em tudo pelo caminho, mal abre os olhos de tanto sono. Então enfia a cara na pia pra despertar, escova os dentes, dá um jeito no cabelo, e... Aaahhh, já posso deitar de novo? Coragem, vai. É um caminho longo até pra aula. Passa uma, duas, prova-trabalho-exercício, foooome! Já ta na hora do almoço? Mais aula, mais preguiça... Porra, o tempo não passa! Pisca demoradamente e até sonha por uns segundos, sonha que está quase perdendo o ônibus e que vai se... ATRASAR! Pega o celular, pega as coisas e MERDA de professor, não sabe o horário de liberar os alunos, não? Se atrapalha com a mochila, o agasalho, ouve barulho de moedas caindo, escorrega no barro, quase cai, mas não para de correr! UFA! O ônibus atrasou. Entra, vê um ou dois rostos conhecidos, ou sonolentos, ou adormecidos, identifica-se com a situação e escolhe um lugar pra sentar, deitar, cochilar... Ou não, né? Alô? Quem? Não conheço. Não, não é daqui. Já disse que não. Minha mãe NÃO chama Fátima. Tenho certeza. Que saco! Tenta mais uma soneca, mas o mundo real chama. Tem que pegar as coisas, conferir que nada caiu, correr, descer... Tchau, motorista! Té amanhã. Sol, calor, aquele peso todo pra carregar, aquela calça quente e a camiseta preta escolhidas na pressa ao acordar. Mas olha que céu bonito, tão azul! E sai correndo de novo. Banho, almoço, conferir a mochila, trocar de roupa, colocar algo mais leve, confortável. Manhê, me leva?! Nossa, que rádio é essa? Muito boa essa música. Chega no trabalho e encara uma tarefa árdua: não se entregar. Uma batalha interna, longa, para não dormir. Observa a rua, ri das esquisitices alheias, estuda um pouco, lê, anda em círculos, volta pro lugar. Hora de ir. Grazadeus! Apaga tudo, desliga, arruma, fecha, tranca. Será que não deixei nada lá dentro? Acelera o passo, confere se não tem ninguém conhecido por perto, liga a música e entra num outro mundo. Chega a tempo de seu onibus estar perto o suficiente pra vê-lo passar, mas longe demais para correr e alcançar. Desanima, diminui o passo. Assiste as pessoas correndo por espeorte e sete falta de ter tempo para coisas assim. Não dá tempo de 1 volta? 1 voltinhazinha antes do próximo ônibus chegar? Cogita... E hesita. Melhor nem arriscar. Separa o dinheiro e espera. Espera. Espera. Pronto! Dá sinal, sobe. Moço, o letreiro do busão ta errado, não ta? Quase achei que tinha confundido o ponto. Ri. Passa da catraca, enrosca a mochila, esbarra em dois ou três, e acha um lugar. Vitoria! Não tava mais agüentando, que porre, achei que esse dia de merda IS durar pra sempre! Agora é só sentar e esperar. Respira fundo a poluição, espirra algumas vezes - maldita rinite- e relaxa. Ai que fome. Onde mesmo que esse ônibus para? Melhor descer aqui e andaaaaaaaaaar. Mããããee, abre aqui pra mim?! To com preguiça de pegar minha chave. Oi, tudo bem? Dá um beijo, corre, larga as coisas na sala e... XIXI! Tava explodindo! O que vai ter na janta? Vai demorar? Hm, ta. Deita um pouco, só um pouquinho, ai quando vê.......... Bzz. Bzz. Bzz. Bzz. Ahn? Alô?! Oi! Quem? Que horas são? JÁ? Putz. Não, relaxa, eu to bem. Juro! Vou comer, tá? Depois te ligo! Mesmo. Come devagar, tanto por estar com muito sono, quanto por estar com dormes cabeça de tanta fome. Puta diazinho escroto, PELAMOR. Troca de roupa pra deitar, escova os dentes, retorna a ligação como prometera - já querendo desligar, quase fechando os olhos. Oooiii. To bem, sim, e você? Ah, to podre, corri o dia inteiro. É, cansei. Mas pensei muito em você sabia? Ah, é? O tempo todo? Tambem te amo. Muito. -sorri- boa noite, então. Que dia mais lindo, né? Respira fundo e dorme - sorrindo.

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