9 de outubro de 2011

Agora

O abraço que aquece, o sorriso que ilumina, o olhar que conquista. Cada traço completamente harmonioso com todos os outros, cada detalhe terminado com extrema perfeição. Nada fora do lugar.
As palavras certas, ditas nos momentos mais apropriados. Surpresas incrivelmente lindas, fofuras, pequenos atos… que causam uma alegria que, de tão grande, se torna imensurável.
Colo, cafuné, cócegas, conversas, ligações de ‘boa noite’ e beijos de ‘bom dia’.
Sentimentos ruins interrompidos e transformados nas melhores sensações. Risadas compatilhadas… e lágrimas. Lágrimas de alegria, de saudade, de medo que isso se perca.
Conforto, carinho, cuidados, mãos dadas, mensagens, elogios, brincadeiras, arrepios, músicas, filmes, cenas, fotos, flores e paz, muita paz.
Dias e noites juntos, que parecem passar num piscar de olhos e tantos outros longe que demoram uma eternidade pra irem embora. Ainda assim, a companhia é constante, a presença está aqui - embora o corpo nem sempre esteja.
Mais cores e mais perfumes no mundo. Mais passarinhos cantando, mais crianças brincando, mais luz, mais amigos, mais diversão, mais felicidade, mais vida.
E o coração brincando de escola de samba, num batuque intenso e rápido, mas com direito àquela paradinha - já de praxe - que, muitas vezes, é uma puta duma parada, nada de ‘inha’. Isso é quando um olhar e um sorriso, daqueles bem simples e puros, fazem o coração derreter e o corpo inteiro bambear.
É meio mágico e completamente incrível. É como um sonho, mas é a melhor das realidades.
E eu acho… que posso (e devo) chamar de amor. Ou felicidade.
Ou os dois, já que um traz o outro.

27 de agosto de 2011

Vitória!

A pouca iluminação parecia desafiadora, ainda mais porque lá fora ainda havia sol. Os dois ambientes, separados apenas por uma porta, pareciam dois mundos opostos - como o céu e o inferno; eram muitas as semelhanças! - e seu objetivo era dominar ambos.
Descobriu, ao se dar conta que chegara no inferno, que ele, o capeta, é como nas histórias em quadrinhos: vermelho! E como era horrível! Um devorador (e depravador) de puras almas. Não suportou, voltou ao céu. Nada demais havia lá, mas o conforto de se afastar do que lhe desgastava tornava o lugar tão aconchegante como o paraíso. Mas era necessário voltar, o tempo era curto, haviam sido claros: Só mais meia hora - e só! Um gole. Não, uma dose! Não seria o suficiente - nunca seria - então desistiu. A não ser que algo mais forte… não, não valia a pena. Uma luta é inválida quando o lutador usa doping, seria falta de lealdade - falta de auto-lealdade, o que é pior. Jogo limpo, tem que ser.
Com sangue nos olhos - um olhar fundo, típico, adrenalina pulsando em cada milímetro dentro do seu corpo e um coração que mal podia conter-se… Foi! Queria pegá-lo (o coração) e arrancá-lo. Qual era sua utilidade? Não parava quieto em momentos assim e isso atrapalhava!
Abriu-se a porta do inferno novamente! Entrou. Por meio instante cogitou hesitar, mas não o transpareceu; marchava com precisão e havia decido, seguiria. E conseguiu. Atravessou cada um dos obstáculos - que não eram poucos - e foi até o fim, à última barreira - aquela que não se combate.
Pouco antes o encontrara, o diabo. Não era onipresente, mas parecia - de tão grande. Toda aquela vermelhidão intimidava, quase amedrontava, mas só se sabia por dentro - há muito aprendera a não exteriorizar suas fraquezas. Encarou-o com firmeza, embora mal pudesse visualizar-lhe os olhos, ficavam longe! Reuniu toda sua força e concentrou-a em um ponto - que, imediatamente, parou.
Acabou, conseguiu. Deixou-se cair, esgotara-se. Fora uma grande batalha, a primeira de muitas. E foi bem a tempo, por sorte. Mal pode recompor-se antes que os ouvisse - os primeiros acordes - e reconhecesse, era o som que tanto esperava: vitória. Ainda não liberdade, por enquanto, mas vitória!
Virou-se e sorriu, havia lutado bravamente. VITÓRIA!

2 de julho de 2011

Seus olhos e seus olhares, milhares de _en_ações.

Olhos, olhares, bocas e sorrisos... meios e formas de expressar a alma sem precisar de palavras.
Os olhos... são a porta. A porta pro paraíso de sentimentos e sensações que habitam o interior de cada um e, pra controlar as visitas a esse paraíso, os olhares são considerados guardiões – porque olhares são os cadeados da alma.
Como todo bom cadeado que guarda algo importante, há enigmas a serem solucionados em todos eles e só após solucionar o mistério de cada um é possível encará-los sem hesitar. Antes disso, não tem como tentar penetrar a fortaleza que há além dos olhos. Olhares fixos, por exemplo, podem ser desafiadores. Olhares desviados são sofridos, estão relacionados com se afastar – alguns precisam que se afaste mesmo que não queiram, outros apenas exigem distância, enquanto olhares brilhantes são convites pra de aproximar.
Mas mergulhar em olhares sem decifrá-los é sinônimo de, provavelmente, se perder no encantamento dos olhos em questão. Pra tentar evitar (ou provocar) acidentes do tipo, a boca se expressa, dando dicas do que os olhares estão querendo dizer.
Ah, a boca... outra perdição; pura magia – às vezes negra. Movendo poucos músculos é possível hipnotizar desavisados. Um suspiro, um sorrisinho tímido, de canto, e então aquele belo sorriso, quase que de satisfação... e o paraíso se abre. Sorrisos são o convite de entrada pra alma. Eles vão dizendo, aos poucos, o quanto se pode aproximar dos olhos e, quando finalmente se abrem por completo, é a simples mensagem de: “Essa é sua deixa, entra agora que os olhos estão sorrindo também, porque isso deixa os olhares vulneráveis e suscetíveis a invasões. Vem, entra sem medo. Devagar, cautelosamente... mas sem medo.’
E, não necessariamente sendo sinceros, os sorrisos conseguem persuadir. São perigosos, podem passar pistas falsas – coisa que a pureza dos olhos jamais faria. Não se pode confiar em sorrisos isoladamente, por mais lindos e encantadores que sejam, pois estes sempre apontam o caminho, mas nem sempre será o caminho certo – convenhamos, a boca é altamente contaminável, nem tudo o que entra nela é positivo. Assim as coisas que saem também tem chance de não o serem, e elas saem, também, nos sorrisos.
Por isso que a alma é tão rica. Ela é um conjunto! Não há como penetrá-la sem passar pelos olhos, que são controlados pelos olhares. Os olhares têm de ser decifrados por sorrisos, que são controlados pela boca, que nem sempre é pura no que expõe. Dessa forma, deve-se julgar a sinceridade (ou não) de um sorriso pela inocência no olhar, pela essência do que os olhos mostram.
Após passar por cada uma dessas etapas, está trilhado o caminho entre o exterior e o interior da alma. Um caminho lindo, caso os olhares não neguem qualquer contato tentado, bloqueando a passagem pra alma. Caminho, este, que parece longo, árduo... mas que, quando o coração dispara o tiro de partida, é percorrido em tempo recorde: uma fração de segundo. E, antes mesmo que os olhos ousem piscar, tentando confundir aqueles que tentam penetrar seus olhares, a alma já foi invadida e dominada e o paraíso está sendo conquistado.

29 de maio de 2011

Insegurança

Quando a situação começa a ficar duvidosa... tudo fica preocupante. Quando a certeza vai embora, deixando várias interrogações... é aí que mora o perigo.
Porque enquanto tudo está firme, é fácil de caminhar. Mas com buracos e pedras, às vezes não dá nem pra continuar.
E não é desistência, sabe? É falta de força. Não resta a opção 'lutar', porque a exaustão bate de uma forma que derruba. O nome disso é medo.
Medo de tudo que era sólido, vir a derreter sem poder ter o controle.
Medo de perder o que de mais lindo foi construído.
Medo do amor, da paixão, medo da dor, medo do fracasso, medo de... sentir.
Medo de que tudo aquilo que faz bem, simplesmente vá embora.
Medo... de mim.

17 de abril de 2011

Guerra interna.

O sentimento, ao redor, era de vitória. Comemorações, parabenizações... fim da batalha. Eu havia - supostamente - vencido. Aliás, a festa era tanta, mas tanta, que parecia qeu a guerra inteira acabara. E quando acaba a guerra? Temos... PAZ.
Ah! Doce ilusão. Doce, meiga e aconchegante, até ser quebrada. É então que a alegria se esvai. Antes mesmo que desse tempo de me recuperar dos gigantes, apareceram os dragões para adiarem o final feliz do meu conto de fadas.
Olhando de fora, parece drama; afinal, 'o pior já passou', 'o objetivo foi alcançado'... olhando de fora. Porque, aqui dentro de mim, só existem mais e mais batalhas, e novos objetivos para serem traçados e alcançados... Isso sem falar nas dúvidas pelo caminho. MALDITAS! Quem as convidou pra festa? Eu não as quero aqui!
O problema é que elas já chegaram e se acomodaram, agora estão no melhor cômodo da minha existência, minha mente, cantando um coro: 'Qual a vantagem de alcançar um objetivo não muito concreto e vê-lo derreter por entre seus dedos?' Pois é, o sentimento que fica é de incapacidade e confusão. Em vez de me encontrar, me perdi mais do que nunca.
Perdida, sim. Perdida entre a selva de concreto, entre paredes e grades, afundando por entre pilhas de papel e poças de lama incontáveis, desaparecendo em meio a diversos tipos de fumaça e, acime de tudo, me escondendo atrás de cortinas e capuzes.
Está tudo errado, é isso. Tudo cinza e desmoronando. Terremotos, tsunamis, enchentes, ciclones... tudo aqui, ao meu redor.
O resultado? Derrota interna, a morte de mim, meu eu-lírico foi cremado pelo fogo dos dragões que eu não tenho forças para enfrentar, pois minha espada fora abandonada por mim ao declararem paz. E agora?
Quem deu esse direito aos outros? Decretarem a MINHA paz e me desarmarem, sendo que a guerra acaba de começar? Se não for eu, quem vai dizer o que é melhor pra mim? Dispenso a previsão!
Só me resta buscar minhas cinzas e juntá-las, na tentativa de me recuperar, ressurgir como uma fênix. Porque antes de tudo piora antes de dar certo, e antes que eu reconstrua minha fortaleza, muitas bombas explodirão por aqui. Porque é real: o que não mata, fortalece.
Foco, força e fé! Já dizia meu mestre Douglas Adams: NÃO ENTRE EM PÂNICO.

9 de abril de 2011

Esse é só o começo do fim da nossa vida...

'...Deixa chegar o sonho...'

A vida é uma contagem regressiva, deixe que os sonhos cheguem até você, perder tempo buscando coisas incertas é desperdício de tempo que você podia estar usando pra ser feliz.

11 de março de 2011

Margot

Era linda e encantadora. Seu sorriso, geralmente tímido, abria-se imponente ao apresentar-lhe um motivo pra tal e, junto com ele, suas covinhas eram igualmente encantadoras, marca registrada de uma fofura sem fim.
Escorregando a vista mais abaixo, podia-se contornar o olhar pelas ondas brilhantes formadas pelos fios negros de seus cabelos. Outrora áureos, demonstrando pureza, mas sua escuridão, agora, trazia o mistério... vale mais do que se entregar de uma vez.
Sobre o corpo, não há o dizer... foi o coração de Margot chamou a atenção. Seus batimentos ressoavam, e a cada fração de segundo seus olhos brilhavam mais - e, com isso, outros pares de olhos se encantavam mais. Para completar aqueles olhos... tão negros, havia a imensidão marinha do outro par. Azuis os olhos que enfeitiçaram Margot! O par de olhos cor de céu, eles que despertaram aquele sorriso e aquele brilho nos olhos dela.
Após uma análise detalhada, a conclusão é que era só disso que ela era feita. Olhos, sorriso, cabelo e coração. Um conjunto tão lindo, que nada mais importava. Olhos brilhantes, sorriso tímido, cabelo hipnotizante e coração apaixonado.
A menina perfeita para se apaixonarem por. A menina dos olhos de quem perde o olhar em seus encantos... A menina Margot. Única.

31 de janeiro de 2011

Campanha; O Amor Salva Vidas! Acredite!

Campanha: O AMOR SALVA VIDAS! Acredite!

Todos os dias pessoas vão embora pra sempre.
Algumas se mudam, se afastam, outras fogem ou se matam.
O maior motivo: desesperança.
Falta de amor, não só dói, mas mata. O amor é combustível, o amor é MOTIVO. E, pode soar exagero, mas o amor salva vidas.
Meu único pedido é que AMEM e demonstrem amor. Peço que não deixem as pessoas ao seu redor acharem que a vida não vale a pena.
Se houverem tempos difíceis, agüentem. Se explodir em grosserias, se desculpe. Se falar demais, volte atrás. Se houver violência, regrida com carinho. Um beijo pode curar um tapa, um abraço cura uma ofensa, um sorriso faz lágrimas secarem.
Sei que várias pequenas coisas podem proporcionar momentos de alegria, mas felicidade plena, só com amor. Há 2000 anos teve um tal de Jesus Cristo falando isso, e deu bastante certo ao redor dele... Não to falando se acredito ou não, to só dando um exemplo histórico. Quantos não enlouqueceram de amor icorrespondido? Conhecem Nietzsche? Pois é, ficou maluco. Ficou maluco porque não teve amor! E antes disso, ficou doente.
Van Gogh, esse tambem, nem carinho teve... a solidão o devastou.
E DO SEU LADO pode haver alguém assim, e você nunca vai saber. Mas vai descobrir que ela precisava do seu amor e do seu apoio se ela for embora. Antes que ela vá, procure cuidar dela, vai que teu coração bate junto com o dela, formando uma sinfonia que a faça ficar?
Se já desejou, mesmo que no momento mais raivoso e remoto da sua vida, a morte de alguém, olhe para o espelho, para o céu, e peça desculpa - mesmo que secretamente - à pessoa, a você mesmo, ao seu coração que foi envenenado com algo assim, a Deus, a Jah, às fadas, a qualquer coisa na qual você acredite. Mesmo que seja aos ET's.
Não é difícil, por favor, ame.
Não dói demonstrar amor, não machuca, eu prometo que faz bem.
Não estou falando de paixão ou romance, estou falando de amor, por favor.
Isso inclue amizade, fraternidade, carinho, cuidado, dedicação, detalhes.
Isso engloba mãos dadas, abraços, beijos, confissões, confiança, olho no olho, família, sorrisos, risadas, bobagens, músicas, palavras.
Isso é sobre você e o seu coração.
Isso tem a ver com a sua vida, e de pessoas ao redor.
NÃO DEIXE A VIDA PASSAR, NÃO DEIXE O AMOR MORRER.
Eu SUPLICO.


estou falando de suicídio, estou falando do perigo de não haver amor na vida de alguém. por favor!
O amor pode, sim, salvar vidas.