O pensamento dela viaja. Não é amor, mas é. E vai longe a discussão consigo mesma.
Pensa nele, no sorriso, nos olhos... E em tantos outros ~eles~ que a encantam. São tantos encantos, afinal.
Pensa em músicas, filmes, livros. E nele, de novo.
É paixão, e ela sabe. Simples de identificar. Coração dispara, sorri sem motivo aparente, sente saudade, vontade...
Pensa na amizade. É, são amigos... e é tão bom. Pensa nas conversas, e no carinho, nos abraços, nos beijos. E que beijos!
Se entendem bem, em tudo. As mentes se entendem, os lábios se entendem (conversando, ou se tocando, ou se tocando ao conversarem), os corpos conversam e se encaixam (parecem se dar muito bem, também). O riso se completa. Ele a faz rir, e ri do riso dela. Só riso e sorrisos.
Pensa no carinho. Muito carinho, é o que ela sente. Um sentimento sutil, doce, confiança sendo construída, compartilhando qualidades, defeitos, passado, presente, dia-a-dia (mas nem todo dia). Ter carinho não é caro, enriquece a relação.<
Pensa que gosta de gostar dele e gosta que ele goste de volta. Um gostar simples, sem complicar. Um gostar gostoso. E gosta de tudo, até do que não costumava gostar, gosta até da ausência, da falta. Faz parte.
Pensa na leveza que se tem. Quase insustentável de tão leve, nada pesa, não há gravidade que possa puxar pra baixo o que os faz voar. Voam alto por entre os sonhos um do outro.
O que ela pensa é que voam livres, buscando outros (en)cantos por entre os cantos do céu imenso. E a liberdade os faz ter um no outro um lugar para (re)pousar.
Passarinho sem gaiola (en)canta mais (mas todo passarinho elege uma árvore onde gosta de cantar sempre, sabe que aquelas raízes estarão sempre lá... Como um porto para um barco que viaja).
Canta que é no canto que eu vou chegar, canta o teu encanto que é pra eu me encantar, canta para mim, qualquer coisa assim... Pr'eu poder repousar meu amor.
E o pensamento viaja, voa, leve, livre. Como passarinho.

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