Cooperifa é da gente, cooperifa é da rua,
É poesia que exercita a mente
Desse nosso povo que só trabalha e sua.
Cooperifa é nóiz.
Cooperifa é voz.
Cooperifa é a rua gritando: enquanto tivermos palavras nunca estaremos sós.
A rua é nóiz e "nós" somos muito mais.
A rua ta cheia dessa gente que vai lá e faz.
A rua é feita de gente que usa a palavra como arma de paz.
A rua é Cooperifa, e cooperifa é Sérgio Vaz.
E poesia sou eu, é você, é o Emicida, somos todos.
Poesia é um pouco de cada um, e juntos não somos poucos.
Poesia é arte, é protesto, é amor, é rap, é ação.
E essa mistura é um sarau lotado de gente enchendo a mente e o coração.
A periferia ganha força com a cultura marginal,
A poesia mostra sutilmente a realidade nacional,
O que a rua vive não é só o que mostra na novela.
Cooperifa e o rap mostram que cultura também move a favela.
O Emicida canta que fazer rima é a parte mais fácil, no fim das contas
Mas e o povo que não sabe nem o que é rima, fica que jeito?
A Cooperifa é o empurrão que faltava, as mentes já estavam prontas,
Depois de conhecer a poesia, a periferia se enche de novos poetas arrancando versos do peito.
A rua tem poesia espalhada por postes, placas e muros,
A poesia tem a rua em cada estrofe, em seus versos mais puros.
O rap mistura a rua e a poesia enchendo de cultura onde antes havia furos.
E a cooperifa ajuda a trazer o amor à literatura até aos corações mais duros.
Agradeço ao rap e ao rappers, à poesia e ao poeta.
Agradeço ao Emicida, à Cooperifa e ao Sérgio Vaz.
Agradeço porque isso é o que me faz sentir completa.
Agradeço pela inspiração, pelo amor e por cada sentimento bom isso tudo me traz.
Cooperifa é rua, e a rua é nóiz.
Enquanto tivermos as palavras, nunca estaremos sós.

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